* Por DANIEL MACEDO
Quem já não ouviu falar em depressão? Pois bem, é o que pretendo
discorrer neste artigo cujo objetivo é contribuir brevemente com algumas
informações relevantes sobre essa doença tão recorrente nos atendimentos no
campo da Psicologia Clínica. A saber, a depressão é considerada uma das
formas mais avassaladoras do sofrimento humano, interferindo significativamente
na qualidade de vida das pessoas e, em muitos casos, tornando-se o principal
motivo do aumento do de comportamentos autodestrutivos ou suicidas no mundo
inteiro.
Segundo o Código Internacional de
Doenças (CID-10) e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais
(DSM-5), os episódios depressivos podem ser manifestados nos graus “leve”,
“moderado” e “grave”, definindo assim a gravidade do transtorno e seus
tratamentos, conforme a duração dos sintomas, que permanecem por no mínimo duas
semanas. Geralmente, as pessoas depressivas se queixam de sintomas como: muita
tristeza e sentimentos de desesperança; falta de vontade ou perda de interesse
físico e mental para fazer as coisas do seu cotidiano; diminuição da
concentração e insônia; diminuição do apetite e da autoestima e assim por
diante. Entretanto, salienta-se que as maiores dificuldades para o diagnóstico
ainda é o preconceito e a falta de informações, inclusive de profissionais do
campo da saúde, que, em muitos casos, não conseguem proceder com os devidos
encaminhamentos ou diagnósticos acerca da doença. Outro fator relevante para
legitimar a falta de assistência correta é a persistência no imaginário popular
de que o fenômeno da depressão é “algo passageiro” ou que é associada a “forças
espirituais” e a “falta de fé”. Há até aqueles que acreditam que é um
fenômeno “demoníaco” ou “possessivo”, dificultando e desviando ainda mais a
busca pelo tratamento adequado, bem como à compreensão por parte do próprio
paciente e familiares. Além disso, não se pode reduzir o transtorno à apenas
uma causa, haja vista que inúmeros são os motivos que levam a pessoa ao
sofrimento depressivo, como por exemplo: à vivência de situações
traumatizantes, perdas de entes queridos, decepções ou desilusões amorosas e
outros.


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